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Numa teoria filosófica clássica, a base de todas as nossas crenças está na percepção visual. A partir desta, você criava novas idéias e conceitos pela reflexão. Vemos isso em Aristóteles, que defende que um organismo capaz de pensamento racional não exerce tal capacidade caso não tenha tido percepção, e estas sendo imagéticas. Ou nos empiristas, em que os nossos conceitos básicos eram criados a partir da experiência (parece-me claro que seria qualquer tipo de experiência, mas a principal sendo a visual).

Explicando em pormenores: você tem a percepção de algo, uma árvore por exemplo. Cria a imagem na cabeça e após ver várias árvores de vários tipos, percebe certas semelhanças. Essas semelhanças são os critérios do conceito, aquilo que faz um objeto ser uma árvore ou não. Desde o momento que você cria uma imagem na cabeça você já desvincula o conceito da realidade, o que já não concordo. A partir então desses conceitos obtidos pela experiência você cria uma enorme gama de outros conceitos, como coisas inexistentes, por exemplo. Você obtém esses novos conceitos através da inteligência, reflexão.

Mas por que tal consideração não permite a aceitação de compreensão incompleta?

1. Dizer que uma percepção visual não pode ser incompleta parece-nos tolo. Mas será mesmo que eles também o considerariam assim, visto que Descartes ao falar de compreensão incompleta diz que um dos erros pode ter sido por engano dos sentidos?

6 Comentários

  1. Interessante ;D Gosto de filosofia, mas não tenho conhecimento significante pra comentar algo decente :P Então, interessante! :)

  2. Esse é o blog! Finalmente, Carol. Tô há 6 períodos teus esperando por isso! haha
    O post me lembrou duas coisas. Platão (duh, nem precisava dizer que é quase óbvio que uma coisa leve a outra) e o mito da Caverna. E me lembrou lingüística. Cada língua faz um recorte próprio da realidade, mostra esse recorte. Em determinadas línguas não há palavras para determinado nível de especificidade, noutras sim. Recorte. Essa é apalavra que me assusta.

    Sentidos podem ser viciados?

  3. eu sou mais a favor de teorias que afirma que o sentido das palavras não são um recorte isolado do ambiente (seja físico ou social), mas sim um uso contínuo.
    os conceitos não são tão fixos como pensavam, e vemos isso na nossa sociedade, em que tudo muda rápido e cada hora um termo novo é criado (pe, as gírias…)

  4. O recorte não pode variar também? I mena, com o uso, os recortes mudariam porque as sociedades se transformam etc etc…

    De qualquer forma, citei seu post (linkei, actually) no meu, totalmente fora de contexto (até pq não usei a expressão da forma como vc usou), mas quis linkar pq seu post foi mto bom. ;D

  5. Esse post me lembrou uma parte do ‘Mundo de Sofia’, no caso, principalmente a parte que fala da árvore, e me lembrou também meu trabalho de Iniciação Cientifica, mas não vem ao caso…
    Vim linkado do subversiva e gostei muito do post mesmo, não entendo muito do assunto, então não vou me arriscar a dar pitaco.
    Abraço

  6. tudo sao conceitos pre-estabelecidos, somos nos, com nosso individualismo que tornamos esse pré em um conceito formado. com relacao a arvore essa tal semelhanca que encontramos em todas sao as caracteristicas basicas que faz com que aquilo seja uma arvore mas na verdade nenhuma é igual, isso é um conceito. quando voce fala em inteligencia eu creio que voce esta citando os conceitos com relacao ao grau de conhecimento, por exemplo: os conceitos de um filoso sobre determinados assuntos e os conceitos de um catador de lixo ou de um empregada sobre os mesmos determinados assuntos, creio que conceitos é uma coisa vaga que cada um de nos tem a estabelecer sobre tudo, esses conceitos variam com o grau de instrucao de cada individuo, por exemplo um filosofo pode estabelecer um conceito sobre a verdade que talvez a empregada domestica nao possa, nao ofendendo ninguem, existem as esxecoes. abracos :)


One Trackback/Pingback

  1. Por Eu, Virgínia Berlim | Subversiva em 06 dez 2008 às 7:41 pm

    [...] Sou. Somos. Repetidamente. Ilustres desconhecidos mentindo sobre a própria essência, fingindo enganar os sentidos em tentativas falhas de auto-sabotagens, nos agarrando a ilusão, doce, de segurança. [...]

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